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Mensagens

Repressão por isolamento, 2024-52

  Perante as atrocidades que os israelitas têm cometido em Gaza, na Cisjordânia e no Líbano, não há nenhuma razão para que o governo de Netanyahu esteja indignado com a violência exercida sobre os israelitas, em Amesterdão, por ocasião do jogo entre o Ajax e o Maccabi Telavive, no dia 7 de Nov. 2024. Mas melhor do que usar de violência, será isolar completamente os israelitas em todo o mundo, até que sintam vergonha de ser judeus. Pelo sofrimento que têm infligido aos palestinianos nos últimos 70 anos, eles merecem sofrer um novo “holocausto”, mas desta vez por isolamento. Se eu jogasse futebol, nunca aceitaria jogar contra um clube israelita, porque estaria a abdicar da minha dignidade. Cabe aqui referir o paradoxo da tolerância, de Karl Popper: “Para que uma sociedade seja tolerante é preciso que seja intolerante com a intolerância”. Em Novembro de 2024, em entrevista à Antena 1, o psicólogo Raul Manarte, que está a trabalhar na Faixa de Gaza, no hospital de Al Nasser, inte...

A escola e as ideologias, 2024-51

A construção das ideologias exige uma observação profunda da realidade. Doutro modo resultarão ideologias falsas. Isto porque a mente não pode alterar muito do que acontece fora dela. As ideologias são o resultado da interpretação destes acontecimentos. À escola compete ensinar as ideologias verdadeiras, em particular através da disciplina de Cidadania e Desenvolvimento, no ensino secundário. “À injunção familiar que diz «Defendamos os nossos filhos», deve a escola responder «Defendamos os nossos alunos». Dos pais, quando é preciso.” (António Guerreiro, in Ípsilon de 25-10-2024, p. 30) Não há ideologias de direita e de esquerda, mas apenas ideologias falsas e verdadeiras.  

Vontade e acção, 2024-50

A vontade é a força interior que conduz à prática de uma acção com o objectivo de satisfazer um desejo. Um desejo não satisfeito provoca sofrimento. Deste modo podemos dizer que a vontade visa reduzir o sofrimento. Da satisfação de um desejo resulta o prazer. A vontade é guiada pela intuição, pela sensibilidade e pela Razão, e limitada pelas circunstâncias em que a pessoa actua. E sabemos também que frequentemente as emoções são mais fortes do que a Razão e muito difíceis de controlar. Numa situação insatisfatória, a vontade faz-nos sempre agir, quer haja razões racionais ou não. Quando não existem razões racionais temos de fazer uma tentativa guiada pela intuição e pela sensibilidade. A vontade nunca é livre (vide post 2024-49). A intuição é a súbita descoberta de um modo de acção que, se não se revelar eficaz, será depois alterado pela Razão. A vontade não tem explicação nem pode ser controlada porque é o reflexo das leis naturais que actuam sobre a pessoa. “Chega...