No artigo “Contra a III Guerra Mundial”, de Boaventura de Sousa Santos, publicado no JL de 21-01-2024 (e disponível na Internet com o título “A terceira guerra mundial, os BRICS e a salvação do planeta”), o autor lamenta que poucos intelectuais usem a sua influência para contrariar uma nova guerra mundial. O problema é que, para se oporem a uma nova guerra, os intelectuais actuam como educadores. Ora, a educação não se faz de um dia para o outro, ela tem de começar na infância e leva muitos anos. Assim, é de esperar que o esforço dos poucos intelectuais que aceitam esse papel de educadores dos povos seja pouco eficaz. Daquele artigo destaco o seguinte trecho: “Como os senhores da História têm desprezo pela impertinência desta sua serva, não previram a resistência anti-colonial do povo palestiniano, desta vez liderado pelo Hamas. A guerra de Israel contra a Palestina é qualitativamente diferente da guerra da Rússia contra a Ucrânia por três razões principais. Por um lado, a primei...
A visão do mundo de qualquer pessoa é em grande parte uma ficção, isto é, uma criação da sua mente. A filosofia é o local onde as inúmeras visões do mundo se confrontam. O objectivo do blogue é promover o gosto pela filosofia através das reflexões do autor. E mostrar que o nosso mundo é um lugar muito estranho. "Não sou pessimista. O mundo é que é péssimo." (José Saramago)