As hipóteses e teorias científicas são estabelecidas com recurso à indução e portanto a sua verdade nunca está absolutamente garantida. (Ver o seguinte post do blogue “The Logic of Science”: “Science doesn’t prove anything, and that’s a good thing”) “Nenhuma dose de experimentação poderá alguma vez provar que estou certo; mas uma única experiência pode provar que estou errado.” (Albert Einstein) “O princípio fundamental da ciência, quase a sua definição, é este: o único teste da validade de qualquer ideia é a experimentação.” (Richard P. Feynman) “Um cientista nunca tem certeza. [...] Precisamos absolutamente de deixar espaço para a dúvida, ou não há progresso nem aprendizagem. Não há aprendizagem sem que se faça uma pergunta. E uma pergunta exige dúvida. As pessoas procuram a certeza. Mas não há certeza. As pessoas ficam apavoradas — como se pode viver sem saber? Não é nada estranho. Na verdade, você apenas pensa que sabe. E a maioria das suas ações baseia-se em conhecimento incomplet...
No vídeo do Youtube “Neurosurgeon’s Proof of an Immortal Soul”, o neurocirurgião Michael Egnor expõe as suas ideias sobre a mente humana. Ele é um dualista e por isso afirma que algumas capacidades da mente, nomeadamente a homeostase, o movimento, a percepção, a memória e a emoção, podem ser explicadas pela matéria do cérebro, mas que o pensamento abstracto e lógico, o livre-arbítrio e a moralidade exigem a intervenção da alma, que é a componente espiritual da mente. Segundo o Dr. Egnor, a sua experiência de neurocirurgião é que lhe pernitiu chegar a estas conclusões. Na parte final do vídeo, são referidas com algum detalhe as experiências de quase morte (EQM), em particular o caso de Pam Reynolds (vide Wikipedia: “Pam Reynolds case”). As ideias do Dr. Egnor são claramente expostas numa entrevista conduzida por John Zmirak e publicada no jornal online “Science and Culture Today” em três partes: Conversation with Dr. Egnor: Are We Meat Machines, and Why Does It Matter? Conversation with...