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Mensagens

A mostrar mensagens de setembro, 2024

Insanidade fatal, 2024-37

Putin poderá acabar por roubar parte da Ucrânia, mas a Rússia será para sempre olhada pelos ucranianos como um estado-pária. E não só pelos ucranianos mas também por todos os que acreditam na dignidade humana. Assim, o que Putin conseguir roubar não o impedirá de perder a guerra. (Aliás, nenhuma guerra pode ser ganha, porque os mortos são uma perda que nenhum ganho material pode compensar.) Putin entrou por um beco sem saída e irá partir os cornos contra a parede, porque não pode reconhecer o erro de ter invadido a Ucrânia. Ele desejava conservar a Ucrânia dentro da Federação Russa mas tem actuado de modo a tornar esse desejo irrealizável. Putin é um daqueles seres sem dignidade para quem as ideias e o desejo de poder valem mais do que as pessoas. Se ele conseguir ganhos na guerra da Ucrânia, ficará provado que a “democracia” à maneira russa é mais eficaz do que as democracias ocidentais. E Netanyahu pertence à mesma classe de seres indignos. Em 15-08-2024, na TVI, Miguel Sousa T...

O mundo é uma tragédia, 2024-36

Na entrevista publicada no Ípsilon de 28-06-2024, a propósito do seu livro “Canção do profeta”, Paul Lynch afirma: [Este livro] “é um lamento pelo que somos, sempre, por aquilo que não podemos mudar. Os padrões essenciais que ficaram enraizados ao longo da História e que continuam a repetir-se e a repetir-se e a repetir-se. E que não mudam. Isso é sofrimento. Este livro é um lamento de dor.” E logo a seguir afirma: “Acho que todos os meus livros são lamentos. Toda a minha ficção é uma visão trágica do mundo. O sentido da nossa impermanência no Universo, o significado do momento. Interessa-me o momento, em chegar ao sentido do agora. E, no entanto, tudo está a passar. Tudo é perda. Todos os meus livros são sobre isso. E, ao mesmo tempo, de uma forma ou de outra, narrativas de provação. Se há alguma coisa que me interessa é isso. […] Toda a minha ficção faz perguntas. Questões metafísicas sobre a condição humana, sobre o que somos, o que há em nós, quanto está dentro de nós, até onde...