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Sobre este blogue

A maior parte deste blogue é formada por reflexões sobre temas de índole filosófica, nomeadamente os problemas de Deus, do livre-arbítrio, do mal, da mente e do sentido da vida, que constituem o essencial da mundivisão do titular. O blogue é a continuação das seguintes obras:

“Diário Quase Filosófico (2001-2006)”, Edições Ecopy, 2013

“Diário Quase Filosófico (2007-2010)”, Sítio do Livro, 2017

“Diário Quase Filosófico (2016-2020)”, Ed. 5 Livros, 2021

Como se vê, o intervalo de 2011 a 2015 não é abrangido por estes livros. O presente blogue pretende preencher este hiato e apresentar as reflexões redigidas depois de 2020. Por isso, o título de cada postagem do blogue contém um número de ano seguido de um número de ordem (por exemplo: Espírito e ideias, 2022-9).

 

Mensagens populares deste blogue

A existência de Deus, 2025-25

No artigo “CIBERCULTURA – Experimentar Deus-Existência”, de Miguel Oliveira Panão (disponível da Internet), o autor afirma: “Deus não existe no sentido comum. Se Deus existisse, seria como qualquer outra realidade que existe. As reservas que tenho em conjugar as palavras “Deus existe” advêm de serem uma conjugação muito limitada para a Realidade-que-tudo-determina. O que me parece fazer mais sentido é afirmar que “Deus é Existência” (além de Deus é Amor, como nas Cartas de S. João). Porém, faz algum sentido perguntar se “a Existência existe?” Não creio. Sabemos pouco de Deus, mas se acolhermos esta possibilidade de contemplar Deus como a Existência que dá sentido a tudo, relacionamos corretamente “Existência” e “Deus”. A existência de Deus não faz sentido porque Deus é a existência. Se Deus é Existência, não faz sentido provar a sua existência, mas sim experimentar essa Existência.” Uma vez que Deus pertence ao domínio do inconcebível, nenhuma metáfora pode aumentar o nosso conheciment...

Schopenhauer e Kastrup, 2025-47

De acordo com o filósofo Arthur Schopenhauer (1788-1860), o homem é livre para fazer o que deseja — a não ser que algo o impeça (liberdade de acção), mas não para escolher os seus desejos (ausência de liberdade da vontade). Para este filósofo, a “Vontade” (com ‘V’ maiúsculo) é a força fundamental e cega que impulsiona tudo no Universo, incluindo os nossos desejos e até mesmo a nossa vontade de mudar. Assim, estes desejos não são escolhidos livremente; eles são impostos por uma “Vontade” cega, independente de nós e largamente irracional, que nos torna escravos da nossa própria natureza. Não temos controlo sobre essa Vontade, que é a origem dos nossos desejos, impulsos ou vontades; estes surgem de forma autónoma, ditados pela nossa essência, que é imposta por essa Vontade. Em resumo: somos autómatos dirigidos por desejos que não escolhemos, uma ideia central na filosofia de Schopenhauer, que explora a natureza da vontade e da liberdade na sua obra “O Mundo como Vontade e Representação”. ...

Inevitável e imprevisível, 2025-38

Segundo Bernardo Kastrup, todos os seres vivos são segmentos dissociados da Consciência Universal, na qual todos os acontecimentos são pensamentos (vide 2025-36). Assim podemos considerar a Consciência Universal como um grande ser vivo que inclui todos os outros seres vivos. Segundo Kastrup, a Consciência Universal é a Causa Primeira, ou causa incausada. Só a Consciência Universal é verdadeiramente livre. Nenhuma consciência dissociada poderia ter escolhido de maneira diferente da que escolheu, e o que aconteceu num dado lugar e instante não poderia ter acontecido diferentemente. Cada consciência dissociada limita-se a assistir ao espectáculo inevitável, imprevisível e sem plano que a Consciência Universal lhe oferece. No blog “A Vida Intelectual” de Edward Wolff, no post intitulado “Introdução ao Idealismo Analítico”, pode ler-se: “O facto de nós homens sermos dotados de metacognição, ou seja, o facto de nós sermos capazes de pensar sobre o pensamento, de sermos capazes de autoconsciê...