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Sobre este blogue

A maior parte deste blogue é formada por reflexões sobre temas de índole filosófica, nomeadamente os problemas de Deus, do livre-arbítrio, do mal, da mente e do sentido da vida, que constituem o essencial da mundivisão do titular. O blogue é a continuação das seguintes obras:

“Diário Quase Filosófico (2001-2006)”, Edições Ecopy, 2013

“Diário Quase Filosófico (2007-2010)”, Sítio do Livro, 2017

“Diário Quase Filosófico (2016-2020)”, Ed. 5 Livros, 2021

Como se vê, o intervalo de 2011 a 2015 não é abrangido por estes livros. O presente blogue pretende preencher este hiato e apresentar as reflexões redigidas depois de 2020. Por isso, o título de cada postagem do blogue contém um número de ano seguido de um número de ordem (por exemplo: Espírito e ideias, 2022-9).

 

Mensagens populares deste blogue

Ternura e gentileza, 2025-39

 A gentileza é uma qualidade natural de algumas pessoas, às quais gosto de chamar santos. A escassez de santos é a maior desgraça da Humanidade. “A minha religião é muito simples. A minha religião é a gentileza.” (Dalai Lama) “A gentileza é a linguagem que os surdos podem ouvir e os cegos podem ver.” (Autor desconhecido) “A gentileza constante pode realizar muito. Tal como o sol derrete o gelo, a gentileza faz com que a incompreensão, a desconfiança e a hostilidade se evaporem.” (Albert Schweitzer) “A gentileza é mais importante do que a sabedoria, e o reconhecimento disso é o princípio da sabedoria.” (Theodore Isaac Rubin) “Uma parte da gentileza consiste em amar as pessoas mais do que elas merecem.” (Joseph Joubert) “A gentileza é a essência da grandeza e a característica fundamental dos homens e mulheres mais nobres que conheci.” (Joseph B. Wirthlin) “A gentileza é sempre geradora de gentileza.” (Sófocles) “Amor e gentileza andam de mãos dadas.” (Marian Keyes) “A minha filosofia...

Inevitável e imprevisível, 2025-38

Segundo Bernardo Kastrup, todos os seres vivos são segmentos dissociados da Consciência Universal, na qual todos os acontecimentos são pensamentos (vide 2025-36). Assim podemos considerar a Consciência Universal como um grande ser vivo que inclui todos os outros seres vivos. Segundo Kastrup, a Consciência Universal é a Causa Primeira, ou causa incausada. Só a Consciência Universal é verdadeiramente livre. Nenhuma consciência dissociada poderia ter escolhido de maneira diferente da que escolheu, e o que aconteceu num dado lugar e instante não poderia ter acontecido diferentemente. Cada consciência dissociada limita-se a assistir ao espectáculo inevitável, imprevisível e sem plano que a Consciência Universal lhe oferece. No blog “A Vida Intelectual” de Edward Wolff, no post intitulado “Introdução ao Idealismo Analítico”, pode ler-se: “O facto de nós homens sermos dotados de metacognição, ou seja, o facto de nós sermos capazes de pensar sobre o pensamento, de sermos capazes de autoconsciê...

O legado dos mortos, 2024-56

“Nenhum poeta, nenhum artista de nenhuma arte, tem um significado completo por si só. O seu significado, a sua apreciação, é a apreciação da sua relação com os poetas e artistas mortos. Não é possível valorizá-lo por si só; é preciso colocá-lo, para contraste e comparação, entre os mortos.” (T. S. Eliot) O valor de um homem é determinado pelas relações que mantém com os seus contemporâneos e com os mortos. Nenhum homem é completamente original, porque não nasceu do nada. Cada um só acrescenta um pouco àquilo que os mortos lhe legaram.