“A espécie humana é genial. Que outra criatura, o polvo, o elefante, pode fazer 1% daquilo que fazemos e criamos? […] Podemos resolver qualquer problema. Mas temos de ser capazes de confiar em nós próprios.” (Francis Ford Coppola, numa entrevista publicada na p. 7 do Ípsilon de 11-10-2024, a propósito do filme “Megalopolis”) Coppola afirmou também que os homens são capazes de “fabricar o paraíso”. Na verdade, nem sequer somos capazes de imaginá-lo, quanto mais construí-lo.
Se formos justos, temos de reconhecer a nossa genialidade mas também a nossa estupidez e maldade. Todos sabemos que existe o génio do bem mas também o génio do mal. Devido às limitações da mente humana, não existe coerência no conjunto das acções humanas. E quando nos comparamos com outras espécies, temos de notar que ninguém é bom juiz em causa própria.
Na política, os interesses económicos justificam todas as decisões, mas estes interesses não são muitas vezes claros para todos os cidadãos. A Humanidade é conduzida sobretudo pela ganância e muito menos pelo objectivo de promover o bem colectivo. E a ganância origina um confronto feroz entre os seres humanos, que é agravado pelo mito do patriotismo.
“O mundo jamais será tranquilo enquanto não se extinguir o patriotismo da raça humana.” (George Bernard Shaw)
“O nacionalismo é a crença de que um país é melhor do que outro pelo simples facto de você ter nascido nele.” (Idem)
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