Os maiores problemas do presente são: melhorar o homem e recuperar a Natureza. Estamos a chegar à conclusão de que nenhum deles tem solução. Mas o aparecimento do segundo problema faz com que o outro deixe de ter importância, porque a extinção da espécie parece inevitável.
“Razão tinha Rousseau quando abriu o Livro I do Emílio com estas palavras certeiras: ‘Tudo está bem ao sair das mãos do Autor das coisas, tudo degenera nas mãos do homem…’. A bala que matou Deus, algures no século XIX, está agora a trespassar o sistema nervoso da Terra. Se não existir um sobressalto ético generalizado, que devolva à política, hoje venal e lamacenta, um sentido de decência e de propósito altruísta, essa bala só terminará o seu curso despedaçando-se contra o nosso próprio coração.” (Viriato Soromenho-Marques, in “Outro planeta Terra”, JL 23-09-2020)
“O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido o nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro.” (Mário Quintana)
Mas pior do que isso seria termos um futuro de abutres durante um holocausto climático. Para qualquer mal existe um mal pior. Mas não sei se qualquer bem tem um bem melhor.
No artigo “CIBERCULTURA – Experimentar Deus-Existência”, de Miguel Oliveira Panão (disponível da Internet), o autor afirma: “Deus não existe no sentido comum. Se Deus existisse, seria como qualquer outra realidade que existe. As reservas que tenho em conjugar as palavras “Deus existe” advêm de serem uma conjugação muito limitada para a Realidade-que-tudo-determina. O que me parece fazer mais sentido é afirmar que “Deus é Existência” (além de Deus é Amor, como nas Cartas de S. João). Porém, faz algum sentido perguntar se “a Existência existe?” Não creio. Sabemos pouco de Deus, mas se acolhermos esta possibilidade de contemplar Deus como a Existência que dá sentido a tudo, relacionamos corretamente “Existência” e “Deus”. A existência de Deus não faz sentido porque Deus é a existência. Se Deus é Existência, não faz sentido provar a sua existência, mas sim experimentar essa Existência.” Uma vez que Deus pertence ao domínio do inconcebível, nenhuma metáfora pode aumentar o nosso conheciment...
Comentários
Enviar um comentário