Qualquer linguagem ou teoria contém necessariamente termos primitivos, isto é, termos que não podem ser definidos porque não temos palavras para os definir. O seu significado é-nos dado pela experiência e pelo uso. O espírito e a consciência são dois desses termos. A mesma falta de palavras é sentida quando queremos explicar o funcionamento dos sistemas mais complexos, como por exemplo o cérebro.
“If our brains were simple enough to be understood, we wouldn't be smart enough to understand them.” (David Eagleman, in Incognito)
O cérebro humano tem de ser compreendido como um todo e não por uma via reducionista (ver o post 2022-31). Tendo em vista a sua enorme complexidade, o cérebro não tem certamente capacidade para se compreender a si mesmo. De facto, as suas capacidades cognitivas dependem de uma entidade que ele não integra totalmente e é infinitamente complexa: a Consciência Cósmica. Deste modo, todas as biografias são ficção.
Por outro lado sabe-se que o cérebro é um sistema aleatório e caótico, e que portanto tem um desempenho imprevisível e impossível de simular com uma máquina determinista.
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