O Relatório Global sobre o Estado da Democracia 2025 aponta uma tendência mundial de declínio das democracias. Quanto a mim não é a democracia que está em crise mas sim o capitalismo. O fosso entre ricos e pobres continua a aumentar. Actualmente, no Reino Unido, dois terços dos pobres têm emprego. Estes e outros sintomas fazem crescer o voto de protesto que alimenta os partidos populistas.
Quando o número de pobres ultrapassar um certo limite, um demagogo habilidoso que afirme ser capaz de erradicar a pobreza chegará facilmente ao poder. O povo só tem uma ideologia: a do estômago. Além disso, eleitores incultos e frustrados são facilmente dominados por preconceitos insustentáveis que os dirigentes partidários, sobretudo os mais demagogos, não podem ignorar completamente.
Por outro lado, à medida que o mundo se torna mais complexo, os regimes autoritários vão continuar a mostrar-se mais eficazes do que as democracias. O tempo que é necessário usar para se atingir uma decisão importante mostra bem a ineficácia do governo da União Europeia. Isto poderá causar um crescente atraso da Europa democática em relação aos outros blocos geopolíticos.
Há cada vez mais pensadores a dizer que a Humanidade deve tornar-se mais solidária, mas as socidades estão cada vez mais divididas. O aquecimento global é um sinal do aumento da entropia da Consciência Universal e consequentemente também das mentes humanas.
No artigo “CIBERCULTURA – Experimentar Deus-Existência”, de Miguel Oliveira Panão (disponível da Internet), o autor afirma: “Deus não existe no sentido comum. Se Deus existisse, seria como qualquer outra realidade que existe. As reservas que tenho em conjugar as palavras “Deus existe” advêm de serem uma conjugação muito limitada para a Realidade-que-tudo-determina. O que me parece fazer mais sentido é afirmar que “Deus é Existência” (além de Deus é Amor, como nas Cartas de S. João). Porém, faz algum sentido perguntar se “a Existência existe?” Não creio. Sabemos pouco de Deus, mas se acolhermos esta possibilidade de contemplar Deus como a Existência que dá sentido a tudo, relacionamos corretamente “Existência” e “Deus”. A existência de Deus não faz sentido porque Deus é a existência. Se Deus é Existência, não faz sentido provar a sua existência, mas sim experimentar essa Existência.” Uma vez que Deus pertence ao domínio do inconcebível, nenhuma metáfora pode aumentar o nosso conheciment...
Comentários
Enviar um comentário