O homem pode perguntar “Qual é o sentido da minha vida?”. Os outros animais não podem fazer esta pergunta e por isso achamos que a vida deles não tem significado. Mas uma inteligência algo maior não pode dar mais significado à vida humana, porque a inteligência não nos livra da animalidade.
O homem arrisca-se a ser o único animal capaz de destruir o seu habitat. Além disso, a história da Humanidade mostra bem que a maioria dos homens dá pouco valor à vida. O estado actual da Humanidade é perfeitamente desgraçado e vergonhoso e tem piorado constantemente. Nestas condições, penso que não é possível encontrar um significado na vida. A vida é talvez um enigma indecifrável (vide post 2024-43). O homem só consegue ver na vida um único propósito: satisfazer a sua sensibilidade com o menor sofrimento possível.
A condição humana não permite dar sentido à Humanidade. Neste planeta, só a animalidade é possível.
No artigo “CIBERCULTURA – Experimentar Deus-Existência”, de Miguel Oliveira Panão (disponível da Internet), o autor afirma: “Deus não existe no sentido comum. Se Deus existisse, seria como qualquer outra realidade que existe. As reservas que tenho em conjugar as palavras “Deus existe” advêm de serem uma conjugação muito limitada para a Realidade-que-tudo-determina. O que me parece fazer mais sentido é afirmar que “Deus é Existência” (além de Deus é Amor, como nas Cartas de S. João). Porém, faz algum sentido perguntar se “a Existência existe?” Não creio. Sabemos pouco de Deus, mas se acolhermos esta possibilidade de contemplar Deus como a Existência que dá sentido a tudo, relacionamos corretamente “Existência” e “Deus”. A existência de Deus não faz sentido porque Deus é a existência. Se Deus é Existência, não faz sentido provar a sua existência, mas sim experimentar essa Existência.” Uma vez que Deus pertence ao domínio do inconcebível, nenhuma metáfora pode aumentar o nosso conheciment...
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