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Alma imortal, 2025-51

No vídeo do Youtube “Neurosurgeon’s Proof of an Immortal Soul”, o neurocirurgião Michael Egnor expõe as suas ideias sobre a mente humana. Ele é um dualista e por isso afirma que algumas capacidades da mente, nomeadamente a homeostase, o movimento, a percepção, a memória e a emoção, podem ser explicadas pela matéria do cérebro, mas que o pensamento abstracto e lógico, o livre-arbítrio e a moralidade exigem a intervenção da alma, que é a componente espiritual da mente. Na parte final do vídeo, o Dr. Egnor refere com algum detalhe as experiências de quase morte (EQM), em particular o caso de Pam Reynolds (vide Wikipedia: “Pam Reynolds case”)

As ideias do Dr. Egnor são claramente expostas numa entrevista conduzida por John Zmirak e publicada no jornal online “Science and Culture Today” em três partes:

Conversation with Dr. Egnor: Are We Meat Machines, and Why Does It Matter?
Conversation with Dr. Egnor: Abstract Thought Comes from the Mind, Not the Brain
Conversation with Dr. Egnor: Near-Death Experiences and Saving the Culture

Nesta terceira parte, o Dr. Egnor afirma que o caso de Pam Reynolds é “o exemplo mais famoso e notável de uma EQM”. E acrescenta: “Nem todas as EQMs são tão dramáticas ou bem documentadas quanto a de Pam Reynolds, mas existem centenas de EQMs verificadas na literatura médica. Quando discuto EQMs com materialistas, ofereço o que chamo Desafio de Pam Reynolds”. Para o Dr. Egnor, as EQM são a prova de que a alma sobrevive à morte.

Comparemos agora o pensamento de Michael Egnor com as ideias que o filósofo Bernardo Kastrup expõe no seguinte vídeo:
Why Materialism is Complete Nonsense - Bernardo Kastrup
O essencial deste vídeo pode ser resumido do seguinte modo:
As coisas são feitas de estados mentais, e a matéria que lhes atribuímos é uma aparência extrinseca e uma imagem de estados mentais. No nível mais básico, tudo é Consciência. Os estados mentais que constituem o mundo exterior têm para cada um de nós uma aparência a que chamamos matéria. A matéria não é real. A matéria não é a realidade última. A matéria é a aparência de uma realidade mais profunda que reside por detrás dela — a Consciência Universal.
Não é incorrecto dizer que um microfone é feito de alumínio. No entanto o alumínio não é o nível mais fundamental da coisa a que chamamos microfone. O alumínio é apenas uma aparência.
As quantidades são descrições: comprimentos, pesos, etc. A ciência relaciona quantidades e pretende dar-nos uma descrição objectiva do mundo. As qualidades são a coisa que queremos descrever, a coisa que aparece no ecrã da percepção, a coisa que percepcionamos antes de começar a medir. As qualidades são estados experienciais. A realidade é eminentemente qualitativa. Tudo o que nos aparece no ecrã da percepção é qualitativo: cores, texturas, sons, melodias, aromas, sabores, etc. Estando a noção de qualidade ausente da ciência, esta não pode explicar as experiências de qualidades que a nossa mente nos oferece.
Resumindo e concluindo: a matéria é um conceito abstracto da física que Kastrup provou não ser real. Para ele, portanto, a hipótese do dualismo não se põe (vide post 2024-70). Além disso a mente toda é de natureza espiritual, ao contrário do que pensa Egnor. E é admissível que a mente seja imortal porque existe numa Consciência eterna.
 

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