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Consciência das decisões, 2023-23

Existe evidência experimental de que uma pessoa só ganha consciência de algumas das suas decisões depois de elas terem sido tomadas a nível inconsciente (Wikipedia: Neuroscience of free will), com um atraso da consciência de cerca de meio segundo ou mais. Assim, as acções são decididas pelo cérebro, e não por uma hipotética alma individual dotada de consciência e livre arbítrio. Podemos também admitir que a origem das decisões é a Consciência Cósmica e que cada pessoa se limita a observar os resultados dessas decisões.

“What is troubling us is the tendency to believe that the mind is like a little man within.” (Ludwig Wittgenstein)

Em vez de almas individuais, podemos admitir a existência de uma alma colectiva — a Consciência Cósmica. Esta seria também a alma da Terra, que segundo a Hipótese de Gaia deve ser considerada um organismo vivo. No artigo “Towards a science of life as creative organisms” (disponível na Internet), Norman F. Hirst admite que as células dos nossos corpos sejam organismos vivos, tal como as moléculas destas células, e chega a admitir que o próprio Universo seja um organismo vivo. (Mas falta conhecer o propósito do Universo.)

“My mortal body is indeed a universe of atoms but I am just an atom in the universe myself.” (Richard Feynman)

Num organismo vivo, as células estão constantemente a morrer e a ser substituídas por outras recém-nascidas. No sistema Gaia, a morte de uma célula tem possivelmente o mesmo significado que a morte de uma pessoa.

 

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