Quando se escarafuncha no passado de qualquer povo estamos constantemente a encontrar situações horrorosas, crimes hediondos. E muitos destes crimes são cometidos por pessoas que dizem crer em Deus.
Estou cada vez mais convencido de que a nossa espécie perdeu o direito de existir. Embora muitas coisas tenham melhorado nas últimas décadas, uma avaliação global indica que o mundo tem piorado muito. Em particular, a agressividade entre os agentes políticos de muitos países está atingindo níveis inaceitáveis. E duas novas guerras vieram mostrar mais uma vez que a Humanidade não consegue resolver pacificamente todos os seus problemas.
“Não progredimos moralmente em nada. Pelo contrário, regredimos. Mas temos muito mais carros, telefones, conforto. Mas moralmente? Como sociedade? Estamos piores do que antes.” (Pepe Mujica)
Um número considerável de países está podre. Por exemplo, no México são cometidos cerca de 100 homicídios por dia, que incluem o assassínio de 11 mulheres. Não acredito que esta degradação seja reversível. Cada vez mais países vão tornar-se ingovernáveis, ao mesmo tempo que o planeta se torna inabitável.
O estado desastroso em que a Humanidade se encontra é uma prova da estupidez humana. Podemos portanto concluir que esse estado só pode continuar a piorar até à extinção da espécie.
Quando os homens estiverem convencidos de que não conseguem compreender nem comandar o mundo, essa será a melhor altura para a extinção da espécie ocorrer. Creio que este momento está chegando agora e que esse convencimento é a causa do mal-estar generalizado que todos podem constatar. Este mal-estar manifesta-se na agressividade de uns e no desânimo doutros. As sociedades não educam devidamente os seus jovens, que cada vez são mais frívolos e desprovidos de autênticos valores.
“Um sistema de legislação é sempre impotente se, paralelamente, não se criar um sistema de educação.” (Jules Michelet)
“Para a filosofia, as perguntas são mais importantes do que as respostas.” (Fábio Cavalcante, in “A melhor arma contra o preconceito!” – artigo disponível na Internet)
As perguntas para as quais o homem não conseguir encontrar resposta serão de facto muito importantes porque nos forçarão a ser humildes.
“Não deves acreditar nas respostas. As respostas são muitas e a tua pergunta é única e insubstituível.” (Mário Quintana)
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