“Aquilo que a linguagem expressa não existe. O círculo dos pensamentos não existe.” (Nagarjuna, filósofo budista indiano, citado por Carlo Rovelli in “Há lugares no mundo …”, p. 163)
Segundo Nagarjuna, “nada tem existência em si mesmo”. Cada coisa é um conjunto infinito de relações com outras coisas e por isso nada pode ser definido com precisão. Mas o pensamento existe. “Penso, logo existo.” Existe o Espírito que permite a imaginação. Mas o Espírito é infinito e portanto indefinível.
Nada tem existência autónoma. Só o conjunto de todas as coisas tem existência, mas este, por ser infinito, não pode ser definido. A nossa linguagem dá uma imagem muito vaga de uma parte mínima do Todo. É pena que algumas relações entre as partes do Todo sejam tão feias. Ao dizer isto provo que o meu sentido estético existe.
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